Quem defende o relativismo de todos os valores?

Perguntado por: mlancastre . Última atualização: 21 de agosto de 2023
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Sofistas. Defendem o relativismo de todos os valores. Alguns sofistas, como Cálicles ou Trasímaco afirmam que o valor supremo de qualquer cidadão era atingir o prazer supremo.

A conceção do relativismo cultural pode ser atribuída ao antropólogo americano Boas, quando recusa o modelo evolucionista dos estados progressivos de uma evolução universal e mostra que cada cultura é única e específica, devendo, por isso, ser vista nas suas particularidades.

A perspectiva expressa na ideia de relativismo cultural tem como origem o pensamento do antropólogo Franz Boas. Ele foi um dos primeiros intelectuais a tecer críticas contra a organização hierarquizada das culturas que era apresentada pela antropologia.

O relativismo moral reconhece a diversidade de valores e princípios morais existentes em diferentes sociedades e culturas, e questiona a ideia de que existe uma moralidade universal que se aplica a todos.

Max Weber, em suas obras sobre epistemologia, abre espaço para o relativismo nas ciências da cultura quando diz que a ciência é verdade para todos que querem a verdade, ou seja, por mais diferentes que sejam as análises geradas por pontos de vista culturais diferentes, elas sempre serão cientificamente verdadeiras, ...

O relativismo moral é uma teoria segundo a qual julgamentos morais como “o assassinato de pessoas inocentes é errado” são verdadeiros ou falsos relativamente ao ponto de vista de uma determinada cultura. De acordo com essa perspectiva, existe certo e errado, mas esse não é objetivo nem tem validade universal.

Desde a Antiguidade, com o filósofo Protágoras de Abdera, havia uma escola filosófica que defendia essa visão. No final do século XIX, a fim de rechaçar o etnocentrismo e o positivismo, a ideia de relativismo cultural ganhou força, através das obras de Franz Boas (1858-1942).

Ele defendia o relativismo cultural, acreditando na autonomia da cultura, na sua singularidade, valorizando os costumes, pois os costumes, segundo Boas, são manifestações da cultura.

O relativismo religioso coloca no mesmo plano todas as religiões – considerando-as todas como expressões de um “espiritualismo” geral. Elimina seus aspectos dogmáticos e de verdade e as reduz a um querer-se bem genérico, colocando-as todas na mesma prateleira de um supermercado religioso.

O relativismo é uma postura de interpretação da realidade que sugere que tudo deve ser encarado segundo o conceito da relatividade, ou seja, a percepção de determinado fenômeno está condicionada à realidade do interlocutor, e não poderia, portanto, ser tomada como uma conclusão válida no plano geral, e sim apenas no ...

O PENSAMENTO RELATIVISTA
Entende-se que o pensamento relativista encontra-se nas obras de diversos filósofos que compõe a história da filosofia, dentre eles estão Hume, Kant e Nietzsche. Ambos excluem a razão, dando lugar à percepção, a observação, a intuição humana.

O chamado Relativismo Sofista é uma linha de pensamento da filosofia grega que defende a subjetividade da verdade. O que o homem acredita e defende, seja enquanto moral ou conhecimento, é consoante ao que ele vê e experimenta em seu contexto.

O relativismo representa uma oscilação dos juízos éticos. Um juízo ético não pode estar unicamente ao arbítrio de uma sociedade quando o fato não se constitui apenas um problema social, mas um problema humano. O século XX foi um século de profundas mudanças no aspecto da construção de valores éticos comuns.