O que a insulina faz no fígado?

Perguntado por: tpeixoto . Última atualização: 9 de agosto de 2023
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A insulina atua na síntese de glicogênio no fígado e nos músculos, reduzindo a quantidade de glicose no sangue. Esse hormônio age também no crescimento e diferenciação celular.

Com a sobra de insulina, o corpo trabalha para enfraquecê-la. Portanto, esse ciclo a longo prazo provoca o desenvolvimento do diabetes tipo 2 e da esteatose hepática.

EFEITOS ADVERSOS / REAÇÕES COLATERAIS
Os sintomas em geral ocorrem repentinamente e podem incluir: suor frio, palidez, nervosismo ou tremor, ansiedade, cansaço ou fraqueza incomum, confusão, dificuldade de concentração, sonolência, fome excessiva, alteração temporária da visão, dor de cabeça, náusea e palpitação.

Muitos indivíduos com obesidade e resistência à insulina apresentam esteatose hepática. As evidências indicam que a esteatose hepática da resistência à insulina é causada pelo acúmulo de SREBP-1c, que está elevada em resposta aos altos níveis circulantes de insulina.

O fígado desempenha um papel fundamental na regulação do metabolismo dos carbohidratos, pelo que alterações da função hepática podem estar associadas à patogénese da intolerância à glicose em doenças hepáticas.

Com mais insulina no corpo, a produção de colesterol aumenta e a concentração de LDL cresce, ao ponto que se torna prejudical à saúde, levando ao aparecimento de doenças cardiovasculares, ganho de peso e problemas no fígado, como o aumento de infiltração da gordura.

O fígado é o órgão responsável pela sua síntese a partir de moléculas precursoras na via da gliconeogênese. Assim, nos ruminantes o ácido propiônico produz 50% dos requerimentos de glicose, os aminoácidos gliconeogênicos contribuem com 25%, e o ácido láctico com 15%. Outro precursor importante é o glicerol.

INDICAÇÕES: Glicemia plasmática de jejum maior que 110 mg/dl e menor que 126. Glicemia plasmática de jejum menor que 110 mg/dl na presença de dois ou mais fatores de risco para DM nos indivíduos com idade superior a 45 anos.

Parar a medicação por conta própria pode levar ao descontrole da doença, o que, consequentemente, pode causar diversos problemas em curto prazo, como cansaço, micção excessiva, fome, sede e perda de peso.

Existem vários estudos demonstrando que a melhor forma de iniciar a insulinização em DM2 é com insulina basal (glargina, detemir ou NPH), aplicada uma vez ao dia, na hora de dormir (bed time), mantendo os antidiabéticos orais durante o dia34(B).

Quando o nível de glicogênio fica alto, o fígado começa a quebrar o glicogênio excedente, mandando-o para a corrente sanguínea, aumentando a concentração de glicose no sangue.

Para diagnosticar a condição, é feita a avaliação clínica do paciente, juntamente com o exame físico e os procedimentos laboratoriais, que incluem o exame de sangue, responsável por dosar os níveis de glicose e o de insulina no jejum, que possibilita o cálculo do índice de resistência à insulina chamado de HOMA IR.

Alimentos ricos em carboidratos, quando ingeridos, representam aumento de teores de glicose no sangue. Da mesma forma, as elevações dos níveis de açúcar levam a mais presença de insulina.